
São Paulo, 6 de fevereiro 2008
Meu grande amigo e irmão Felipe,
Eu admiro com profundidade a sua coragem e a sua ousadia. A cada poema seu sinto-me mais próximo de você, mesmo nesta distância inefasta que nos cerca.
Queria lê cada verso deste poema "Antes dos dezenove", porque cada vírgula é tão minha. É quase como se me pertencesse este espírito com que escreves.
Este último poema tem o êxtase do meu Ernesto López. É tão enfático e, ao mesmo tempo, tão amargo. De onde vem essa amargura sendo você um poeta tão cheio de alegria?
E gosto do teu verso sem rima. Não que seja a minha preferência, que seja o meu gosto - você sabe que é. Porém, a questão é outra: neste poema "Antes dos dezenove" você encontra quase que uma libertação. Sinto-o mais livre, com um domínio leve das palavras. Elas surgiram e você as acariciou. Elas não estão no poema à força, elas quiseram estar e, por isso, o permitiram escolhê-las sem que você ao menos soubesse da escolha.
Não digo que seu poema é fruto do acaso. Não, pois nenhum poema é fruto do acaso. Ele é, todavia, uma construção livre, a mais livre que vi em você.
Felicidades! Que nossa amizade cresça como seus versos.
Um grande e terno abraço!
Rudinei Borges
Eu admiro com profundidade a sua coragem e a sua ousadia. A cada poema seu sinto-me mais próximo de você, mesmo nesta distância inefasta que nos cerca.
Queria lê cada verso deste poema "Antes dos dezenove", porque cada vírgula é tão minha. É quase como se me pertencesse este espírito com que escreves.
Este último poema tem o êxtase do meu Ernesto López. É tão enfático e, ao mesmo tempo, tão amargo. De onde vem essa amargura sendo você um poeta tão cheio de alegria?
E gosto do teu verso sem rima. Não que seja a minha preferência, que seja o meu gosto - você sabe que é. Porém, a questão é outra: neste poema "Antes dos dezenove" você encontra quase que uma libertação. Sinto-o mais livre, com um domínio leve das palavras. Elas surgiram e você as acariciou. Elas não estão no poema à força, elas quiseram estar e, por isso, o permitiram escolhê-las sem que você ao menos soubesse da escolha.
Não digo que seu poema é fruto do acaso. Não, pois nenhum poema é fruto do acaso. Ele é, todavia, uma construção livre, a mais livre que vi em você.
Felicidades! Que nossa amizade cresça como seus versos.
Um grande e terno abraço!
Rudinei Borges
